GEOGRAFIA + ENSINO = GEOGRAFIA ESCOLAR

Palavras-chave: GEOGRAFIA ESCOLAR , TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, SABER ACADÊMICO, EDUCAÇÃO BÁSICA.

sábado, setembro 17, 2011

A produção de videos como ferramenta pedagógica no ensino de Geografia

Você imagina a escola ensinando a ler, mas não ensinando a escrever? Ler e escrever são aprendizados entre si complementares. Aprende-se a ler e a interpretar textos enquanto se aprende a escrevê-los. Ensina-se a escrever como meio de expressão pessoa sobre o mundo e para o mundo. Na expressão verbal escrita não se exige de cada um que seja um artista. Apregoa-se ser importante à escola preparar para ler e interpretar mensagens audiovisuais. Os jovens devem aprender a expressar-se pelo audiovisual? Por que limita-los a consumir programas? Produzir material audiovisual é restrito a produtores profissionais?.
Para se compreender televisão, precisa-se entender dos equipamentos e de como se produzem mensagens veiculadas, não se pode conhecer a tecnologia de televisão apenas pela ótica de telespectador, é preciso manipular, operar o amparato de equipamentos que compõem esse universo tecnológico. Se o educador deseja desmistificar a TV, deve começar pelo conhecimento de sua materialidade. A evolução tecnológica simplificou as operações técnicas e reduziu os preços, facilitando a operação de equipamentos e tornando-os mais acessíveis.
Dominar câmera e videocassete é ser produtor? Do mesmo modo que datilografar um texto não significa escrever um texto, saber apertar botões não basta. É preciso experimentar expressa a idéia, a emoção, uma história, com imagens e sons, vivenciar o processo de produção. A compreensão crítica passa pelo estudo e pela experimentação.
As escolas devem incentivar que se use vídeo como função expressiva dos alunos, complementação do processo ensino-aprendizagem, da linguagem audiovisual e como exercício intelectual e de cidadania necessário em sociedades que fazem uso intensivo dos meios de comunicação, a fim de que sejam utilizados crítica e criativamente. A escola que incorporar os meios de comunicação poderá desenvolver educação ativa e criativa também por meio de deles.
Segundo Milton José de Almeida, “a transmissão eletrônica de informações em imagem-som propõe uma maneira diferente de inteligibilidade, sabedoria e conhecimento, como se devêssemos acordar algo adormecido em nosso cérebro para entendermos o mundo atual, não só pelo conhecimento fonético-silábico das nossas línguas, mas pelas imagens-sons também.” (2001:16).
Compreendemos ainda que os recursos audiovisuais não substituem as práticas convencionais de ensino, ou melhor, auxiliam-as, observando que o sentido da imagem e do som em nossos dias é recorrente nessa “cultura do audiovisual” que ora se desenvolve.
Juntamente com Barbosa, concordamos que “apesar dos limites da forma de utilização dos meios audiovisuais, principalmente como substituto de professores, ainda acreditamos nas suas potencialidades de enriquecimento da relação ensino-aprendizagem.” (2001:109)